O regime do Irã condenou à morte pelo menos 106 pessoas presas durante as manifestações políticas ocorridas em janeiro de 2026. Desse total, 35 manifestantes já foram executados, de acordo com dados divulgados pela Hengaw, uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos sediada na Noruega. O levantamento aponta ainda que 63 pessoas correm risco grave e iminente de execução, enquanto as condenações de oito réus foram anuladas pela Justiça iraniana.
O relatório especial foi publicado por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, lembrado em 10 de outubro. Os números foram compilados e auditados pelo Centro de Estatística e Documentação da ONG, com os registros atualizados até o dia 9 de outubro de 2026. A Hengaw é uma entidade independente dedicada a monitorar, documentar e denunciar violações de direitos humanos perpetradas pelo regime iraniano.
Repressão e escalada de execuções
As mobilizações de janeiro de 2026, que exigiam a queda da República Islâmica, foram reprimidas com uma intensa resposta militar e policial. Segundo o balanço oficial de Teerã, 3.117 pessoas morreram nos conflitos. No entanto, entidades internacionais, como a HRANA (sediada nos Estados Unidos), estimam que o número real de mortos ultrapasse a marca de 7.000.
O Irã figura frequentemente entre as nações que mais aplicam a pena capital no mundo. Em 2025, o governo executou pelo menos 2.159 pessoas — mais do que o dobro do registrado em 2024 e o maior índice computado pela Anistia Internacional no país desde 1981.
Divergências nos levantamentos internacionais
Diferentes órgãos de monitoramento documentam os balanços de vítimas no Irã, o que gera variações metodológicas devido aos períodos de apuração:
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Anistia Internacional (fevereiro de 2026): Apontava ao menos 30 pessoas ameaçadas de pena de morte por supostos crimes na revolta de janeiro, incluindo dois menores de idade.
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Anistia Internacional (maio de 2026): Registrava pelo menos 78 pessoas sob sentença de morte por motivações políticas (41 detidas nos protestos do início do ano). Até aquele momento, 36 haviam sido executadas.
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Hengaw (maio de 2026): Mapeou que ao menos 30 detidos dos atos de janeiro tinham sido sentenciados à morte, dos quais 13 haviam sido executados em segredo.
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ONU News (julho de 2026): Com base em dados da missão de investigação das Nações Unidas, informou que 12 jovens foram condenados à pena capital por um único juiz em audiência coletiva; dois deles foram mortos em 19 de julho, enquanto dez seguiam em risco iminente.
A matéria Irã condena 106 manifestantes à morte e já executa 35, aponta ONG foi publicada originalmente no portal Jornal Eletrônico Rondoniaqui News.
Fonte: Rondoniaqui News





