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Vale se expande em Carajás

A mineradora Vale anunciou na semana passada a compra de 30% da Ligga S. A., que também atua em Carajás (Pará), por 190 milhões de dólares. Esse valor representa menos de 1% do faturamento da Vale no ano passado. O máximo de produção de minério de ferro que a Ligga pode conseguir com a sua atual capacidade instalada são dois milhões de toneladas. A Vale produziu 223 milhões de toneladas em 2025.

Apesar da imagem de um elefante comendo um mosquito que a transação pode inspirar, o investimento tem um significado estratégico, em linha com o que a Vale tem adotado, mas não diz explicitamente, é claro.

“Esse contrato permitirá à companhia assegurar acesso de longo prazo a volumes adicionais de minério de ferro de boa qualidade, ampliando a flexibilidade de seu portfólio no Sistema Norte, com menor intensidade de capital e integração à infraestrutura logística existente”, disse a a Vale no comunicado que fez.

Com essas iniciativas, a empresa elimina concorrentes reais ou potenciais dentro do seu centro de produção de ferro, credenciando-se como a maior exportadora do minério transoceânico do mundo. A China é o destino de 30% desse volume. E deve continuar expandindo seu consumo.

No caso da Ligga, empresa nacional de capital fechado (sem negociar seus papéis na bolsa), o seu produto é o fino, conhecido como sinter feed.  Mesmo com participação minoritária, um contrato de longo prazo garante à Vale a compra exclusiva de 100% do minério de ferro produzido pela Ligga.

A empresa poderia, se quisesse, ir à etapa final da produção, fabricando aço inoxidável. Mas continuará apenas com o minério. Apesar da retórica da mineração ampliada.

O post Vale se expande em Carajás apareceu primeiro em Amazônia Real.

Fonte: Amazônia Real

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