Resumo
- O Nubank passou a cobrar R$ 19,99 por mês pelo seguro contra fraudes cibernéticas e roubo de itens pessoais. Anteriormente, ele era gratuito para clientes do cartão Ultravioleta.
- O serviço, chamado Ultravioleta Protegido, oferece cobertura de até R$ 30 mil para golpes digitais e até R$ 7,5 mil para roubo de itens pessoais.
- A mudança gerou reclamações de clientes, que consideram que o benefício foi retirado e agora tem um preço separado.
Os clientes do Nubank sofreram um revés que vai pesar no bolso: a empresa passou a cobrar pelo seguro que antes era gratuito, como parte dos benefícios do cartão de alta renda Ultravioleta. O serviço batizado de Ultravioleta Protegido agora custa R$ 19,99 por mês e está sendo liberado aos poucos. Ou seja, o custo adicional chega a R$ 239,88 por ano. A expectativa é de que todos os clientes possam contratá-lo até amanhã (24/09).
A novidade gerou reclamações na internet. Clientes apontam que a proteção contra golpes e transações sob ameaça já fazia parte do pacote do Ultravioleta, sem custo adicional, com o nome Proteção de Transações Digitais. Ele era citado até mesmo nos termos e condições do Ultravioleta, como um dos serviços da conta.
O que mudou no Ultravioleta?
Nós ainda não sabemos o motivo da alteração. Até entramos em contato com o Nubank, mas não tivemos um retorno até o fechamento deste texto. Ele será atualizado caso recebamos uma resposta.
Segundo o comunicado por email, o Ultravioleta Protegido reúne duas coberturas:
- Golpes digitais, uso forçado do cartão e transferências sob ameaça – até R$ 30 mil, com limite de quatro acionamentos por ano
- Bolsa Protegida – até R$ 7,5 mil em caso de roubo de bolsa ou mochila com celular, notebook e outros itens pessoais
A contratação pode ser feita diretamente no app do Nubank. Já o acionamento da cobertura do seguro deve ocorrer pelo SAC, também no app, que está disponível 24 horas por dia. O banco afirma que 98% dos reembolsos são pagos em até cinco dias úteis.
Como condição de lançamento, por tempo limitado, quem contratar recebe 50% do valor de volta em cashback nos três primeiros meses.

Benefícios viraram cobranças
Em uma publicação na comunidade oficial, o cliente Renê Fraga reconhece que o seguro traz coberturas novas, como a da bolsa, mas critica o modelo: “algo que era uma vantagem do Ultravioleta agora tem preço separado”. Na avaliação dele, o banco está incluindo menos benefícios e transformando serviços gratuitos em produtos à parte, enquanto o custo para manter o cartão sobe.
Essa não é a primeira mudança do tipo. A assinatura gratuita do Rappi Pro deixou de existir em dezembro de 2024. Já em setembro de 2025, o Nubank encerrou o rendimento de 200% do CDI sobre o cashback, o que levou a um sem-número de críticas. Na mesma reformulação, a mensalidade do Ultravioleta subiu de R$ 49 para R$ 89 e o gasto mínimo para isenção passou de R$ 5 mil para R$ 8 mil por mês no crédito. A isenção permanece para quem tem R$ 50 mil guardados ou investidos.
A HBO Max também mudou. Em abril, o Nubank anunciou o fim do acesso gratuito ao streaming e, em julho, revisou a decisão. Os clientes atuais têm 12 meses do plano Básico com Anúncios sem custo e, depois disso, pagam R$ 4,90 por mês – um valor ainda muito abaixo do habitual. Na ocasião, eles disseram que as alterações nos benefícios seguem as condições de mercado e o nível de adoção dos clientes.
Nesta quarta-feira (23/09), o Nubank apresentou a nova versão do programa de seu programa de pontos. O NuCoin estreia níveis, sorteios e descontos.
Matéria original publicada em Tecnoblog

