Imagens mostram incêndio em área de vegetação no distrito de Cacau Pirêra no Amazonas na quarta-feira (30)
Um incêndio em uma área de vegetação às margens da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, foi 80% controlado até a manhã desta quinta-feira (1º). O fogo começou na tarde de quarta-feira (30) e cobriu um trecho da pista com fumaça, reduzindo a visibilidade na região.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, mais de 50 bombeiros atuaram no combate até as 4h desta quinta. Pela manhã, a corporação mobilizou 132 militares e 16 viaturas para continuar o trabalho.
“Nós ficamos aqui até 4h00 da manhã de hoje com um efetivo de mais de 50 bombeiros militares. Hoje nós mobilizamos 132 bombeiros militares, mais 16 viaturas para o local e o nosso objetivo é estancar o incêndio”, afirmou o comandante à Rede Amazônica.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
Segundo Muniz, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Ambiental e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também foram acionadas para ajudar a identificar os responsáveis pelo incêndio.
A analista ambiental do Ipaam Liliane Munhoz explicou que a equipe faz uma varredura na área com imagens aéreas e pontos já identificados para localizar propriedades e possíveis responsáveis pelos terrenos atingidos.
Segundo ela, o uso do fogo é proibido no estado durante o período de emergência climática. A fiscalização busca identificar os responsáveis para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.
“Então, o uso do fogo é proibido, por mínimo que seja, e o uso de maneira inadequada pode se tornar de maneira descontrolada, como é o caso que possivelmente aconteceu aqui, e a perda de controle causar essa queimada de grandes proporções”, afirmou.
O comandante dos bombeiros afirmou ainda que a corporação pretende permanecer na área até que todos os focos sejam controlados.
Causas do incêndio
De acordo com Orleilso Muniz, a maior parte dos incêndios registrados no estado tem origem humana.
“Afirmo que quase a totalidade desses incêndios têm causa humana. Portanto, estamos vivendo os efeitos mais gravosos do El Niño e nesse sentido é muito importante que nós não façamos fogo em hipótese alguma”, afirmou.
O comandante também fez um alerta para o período de estiagem e pediu que a população não utilize fogo até o fim do período de maior risco.
“Vamos continuar aqui até fazer o controle total. Nós precisamos, nesse período do ano que ainda estaremos sobre os efeitos do El Nino, até meados de dezembro, não atear fogo em hipótese alguma. E a população tem uma parcela muito importante nesse sentido”, orientou.
Fumaça e qualidade do ar
Na manhã desta quinta-feira, a qualidade do ar era considerada “moderada” na região de Iranduba, com concentração de 26,6 µg/m³ de partículas, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
🔎 A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Segundo o Painel do Fogo do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), até as 20h de quarta-feira, o incêndio havia atingido 441,32 hectares de vegetação, área equivalente a cerca de 600 campos de futebol.
Segundo incêndio na região em menos de uma semana
Há seis dias, outro incêndio atingiu a região de Cacau Pirêra e destruiu cerca de 700 hectares de vegetação. O combate mobilizou 35 bombeiros e 15 viaturas, com uso de mais de 150 mil litros de água.
Na quarta (30), o g1 questionou o CBMAM se os dois incêndios têm relação e se o fogo registrado na quarta-feira pode ser uma reignição das chamas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Durante o combate ao incêndio anterior, a equipe de análise do CBMAM identificou que árvores atingidas pelas chamas apresentavam sinais de terem sido cortadas antes do fogo.
Na ocasião, o comandante do CBMAM, coronel Muniz, afirmou à Rede Amazônica que a vegetação teria sido cortada e deixada para secar antes do início das chamas. Segundo ele, os indícios apontavam para uma ação intencional.
“Uma das coisas que chamou a atenção foi exatamente isso: todas as árvores queimadas apresentavam essa característica, elas foram previamente cortadas. Então é possível a gente observar que elas foram devidamente cortadas, foi esperado secar a vegetação cortada e a partir daí surgiu o incêndio. Isso nos leva a crer que o incêndio foi completamente intencional e criminoso”, analisou.
LEIA TAMBÉM: Manaus amanhece encoberta por fumaça após incêndio atingir 441 hectares de vegetação no AM
Vegetação destruída após incêndio no distrito de Cacau Pirêra.
Alexandro Pereira/Rede Amazônica
Combate a incêndios no Amazonas
Segundo o CBMAM, entre 1º de junho e 30 de setembro, foram combatidos 17.178 focos de incêndios urbanos e florestais no Amazonas. Desse total, 3.798 ocorreram na capital e 13.380 no interior.
A corporação informou que cerca de mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam nas ações de combate.
O CBMAM também informou que, entre maio de 2025 e maio de 2026, ampliou de 11 para 25 o número de municípios com bases permanentes da corporação. Além disso, o efetivo passou de 692 para 1.651 militares entre 2019 e 2026, após a realização de concurso público.
Em maio deste ano, o CBMAM iniciou a operação Amazonas+Verde, com ações de combate a incêndios florestais, enfrentamento a crimes ambientais, educação ambiental e ampliação da capacidade de resposta.
Segundo a corporação, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto. O combate aos incêndios ocorre de forma imediata em 33 municípios do estado.
No lançamento da operação, foram entregues 20 novas viaturas, sendo 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos para atuação operacional.
Incêndio que encobriu trecho da AM-070 com fumaça em Cacau Pirêra
Alcides Neto
Um incêndio em uma área de vegetação às margens da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, foi 80% controlado até a manhã desta quinta-feira (1º). O fogo começou na tarde de quarta-feira (30) e cobriu um trecho da pista com fumaça, reduzindo a visibilidade na região.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, mais de 50 bombeiros atuaram no combate até as 4h desta quinta. Pela manhã, a corporação mobilizou 132 militares e 16 viaturas para continuar o trabalho.
“Nós ficamos aqui até 4h00 da manhã de hoje com um efetivo de mais de 50 bombeiros militares. Hoje nós mobilizamos 132 bombeiros militares, mais 16 viaturas para o local e o nosso objetivo é estancar o incêndio”, afirmou o comandante à Rede Amazônica.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
Segundo Muniz, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Ambiental e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também foram acionadas para ajudar a identificar os responsáveis pelo incêndio.
A analista ambiental do Ipaam Liliane Munhoz explicou que a equipe faz uma varredura na área com imagens aéreas e pontos já identificados para localizar propriedades e possíveis responsáveis pelos terrenos atingidos.
Segundo ela, o uso do fogo é proibido no estado durante o período de emergência climática. A fiscalização busca identificar os responsáveis para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.
“Então, o uso do fogo é proibido, por mínimo que seja, e o uso de maneira inadequada pode se tornar de maneira descontrolada, como é o caso que possivelmente aconteceu aqui, e a perda de controle causar essa queimada de grandes proporções”, afirmou.
O comandante dos bombeiros afirmou ainda que a corporação pretende permanecer na área até que todos os focos sejam controlados.
Causas do incêndio
De acordo com Orleilso Muniz, a maior parte dos incêndios registrados no estado tem origem humana.
“Afirmo que quase a totalidade desses incêndios têm causa humana. Portanto, estamos vivendo os efeitos mais gravosos do El Niño e nesse sentido é muito importante que nós não façamos fogo em hipótese alguma”, afirmou.
O comandante também fez um alerta para o período de estiagem e pediu que a população não utilize fogo até o fim do período de maior risco.
“Vamos continuar aqui até fazer o controle total. Nós precisamos, nesse período do ano que ainda estaremos sobre os efeitos do El Nino, até meados de dezembro, não atear fogo em hipótese alguma. E a população tem uma parcela muito importante nesse sentido”, orientou.
Fumaça e qualidade do ar
Na manhã desta quinta-feira, a qualidade do ar era considerada “moderada” na região de Iranduba, com concentração de 26,6 µg/m³ de partículas, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
🔎 A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Segundo o Painel do Fogo do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), até as 20h de quarta-feira, o incêndio havia atingido 441,32 hectares de vegetação, área equivalente a cerca de 600 campos de futebol.
Segundo incêndio na região em menos de uma semana
Há seis dias, outro incêndio atingiu a região de Cacau Pirêra e destruiu cerca de 700 hectares de vegetação. O combate mobilizou 35 bombeiros e 15 viaturas, com uso de mais de 150 mil litros de água.
Na quarta (30), o g1 questionou o CBMAM se os dois incêndios têm relação e se o fogo registrado na quarta-feira pode ser uma reignição das chamas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Durante o combate ao incêndio anterior, a equipe de análise do CBMAM identificou que árvores atingidas pelas chamas apresentavam sinais de terem sido cortadas antes do fogo.
Na ocasião, o comandante do CBMAM, coronel Muniz, afirmou à Rede Amazônica que a vegetação teria sido cortada e deixada para secar antes do início das chamas. Segundo ele, os indícios apontavam para uma ação intencional.
“Uma das coisas que chamou a atenção foi exatamente isso: todas as árvores queimadas apresentavam essa característica, elas foram previamente cortadas. Então é possível a gente observar que elas foram devidamente cortadas, foi esperado secar a vegetação cortada e a partir daí surgiu o incêndio. Isso nos leva a crer que o incêndio foi completamente intencional e criminoso”, analisou.
LEIA TAMBÉM: Manaus amanhece encoberta por fumaça após incêndio atingir 441 hectares de vegetação no AM
Vegetação destruída após incêndio no distrito de Cacau Pirêra.
Alexandro Pereira/Rede Amazônica
Combate a incêndios no Amazonas
Segundo o CBMAM, entre 1º de junho e 30 de setembro, foram combatidos 17.178 focos de incêndios urbanos e florestais no Amazonas. Desse total, 3.798 ocorreram na capital e 13.380 no interior.
A corporação informou que cerca de mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam nas ações de combate.
O CBMAM também informou que, entre maio de 2025 e maio de 2026, ampliou de 11 para 25 o número de municípios com bases permanentes da corporação. Além disso, o efetivo passou de 692 para 1.651 militares entre 2019 e 2026, após a realização de concurso público.
Em maio deste ano, o CBMAM iniciou a operação Amazonas+Verde, com ações de combate a incêndios florestais, enfrentamento a crimes ambientais, educação ambiental e ampliação da capacidade de resposta.
Segundo a corporação, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto. O combate aos incêndios ocorre de forma imediata em 33 municípios do estado.
No lançamento da operação, foram entregues 20 novas viaturas, sendo 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos para atuação operacional.
Incêndio que encobriu trecho da AM-070 com fumaça em Cacau Pirêra
Alcides Neto
Fonte: G1 Amazonas






