Manaus (AM) – O cenário de fumaça densa e tóxica cobrindo o céu da capital amazonense exige que os manauaras usem máscaras para enfrentar, pela segunda vez, em 17 dias, péssima qualidade do ar, resultado da poluição de gás tóxico das queimadas e incêndios florestais, que estão ocorrendo nas áreas urbanas da cidade, na região metropolitana e em municípios vizinhos.
Às 2h23 (horário local) da madrugada desta sexta-feira (9), a Amazônia Real registrou a qualidade do ar péssima para a saúde humana, segundo dados da plataforma de monitoramento ambiental Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O índice de material particulado fino (PM2,5) de 350.9 µg/m³ ( microgramas por metro cúbico), em Manaus – mais de 23 vezes do limite da OMS para 24 horas, que é de 15 µg/m³.
No dia 23 de setembro, a qualidade do ar de Manaus marcou 300 µg/m³ , segundo o Selva. Após as chuvas das útimas semanas, a fumaça se intensificou na quinta-feira (8), principalmente na zona sul, próximo a bairros como Morro da Liberdade, Educandos e Cachoeirinha, onde foram registrados índices de até 224.4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas poluentes.
Segundo o INPE, as queimadas aumentaram de 1° de janeiro a 8 de outubro: 7.039, uma alta de 55% em relação ao ano anterior. Em setembro, mês de muito fogo, o aumento de queimadas foi de 295,5%: 3.726 focos contra 942 do mesmo período de 2025.
Apesar da fumança densa, de 1o. a 8 de outubro os focos estão baixos em relação ao dado mensal do ano anterior: 782 focos de queimadas diante dos 874 registrados em 2025 – uma queda de 12%.
Em razão da estiagem severa e a previsão de chuvas abaixo da média, o governo do Amazonas decretou situação de emergência nos 62 municípios, em 21 de setembro e, em junho, estabeleceu o decreto de estado de emergência climática e ambiental, por conta das projeções do fenômeno El Niño, seca e ondas de calor. Mas não fez o plano de adaptação climática.
Segundo o Inmet, Manaus atingiu nesta sexta a temperatura máxima de 38°C, com sensação térmica de 41°C durante as horas mais quentes do dia.
Sem proteção em casa

Em Manaus, a agência Amazônia Real entrevistou a professora Priscila Diogenes, moradora do centro de Manaus. Ela disse que começou a sentir a piora na qualidade do ar desde o início de setembro. Nas últimas duas semanas, no entanto, o impacto da fumaça na saúde se intensificou e passou a interferir na rotina de trabalho e nas atividades fora de casa.
“Tenho vários sintomas, dor de cabeça, tosse, garganta inflamada, olhos ardendo, tontura e às vezes vômito. Nos dias em que os sintomas estão mais fortes eu me ausento do trabalho, também evito sair ao ar livre”, afirma.
Diante dos sintomas, ela procurou atendimento médico on-line e foi orientada a usar máscara, manter hidratação, lavar os olhos e manter as janelas fechadas.
Para tentar aliviar os efeitos da fumaça dentro de casa, ela usa umidificador de ar, faz inalação com soro fisiológico e lavagem nasal, toma chás e reforça a hidratação. “Em casa consigo me proteger bem da fumaça, me sinto mais segura aqui do que em outro ambiente”, disse.
Contribuiu para a poluição grave na capital um incêndio num lixão da empresa Auto Posto Lima, localizada no Distrito Industrial 2, na zona leste da cidade. O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6) e se espalhou rapidamente. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, o incêndio atingiu uma área de mais de 15 mil metros quadrados. As equipes usaram um avião, modelo Thrush S2R-510, para combater o fogo no terreno. Para reduzir a intensidade das chamas, um caminhão também despejou barro sobre alguns pontos.
O G1 publicou que a aeronave foi empregada em outras ocorrências de incêndios florestais nos municípios de Parintins, Iranduba e Itacoatiara, e faz parte de um conjunto de novos veículos adquiridos recentemente pelo Corpo de Bombeiros pela Defesa Civil do Amazonas.
Os Bombeiros investigam as causas e a hipótese inicial é que uma fagulha ou outra fonte de ignição tenha provocado um pequeno foco, que se espalhou com ajuda do vento forte. (Leia mais abaixo no texto a posição da empresa)
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) multou a empresa Auto Posto Lima em R$ 5,555 milhões por descumprimento das condições estabelecidas na licença ambiental e poluição atmosférica. Foram identificados no local pneus, plásticos e materiais com resíduos de óleo e tinta, embora a licença ambiental autorizasse apenas o recebimento de resíduos inertes da construção civil.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o órgão irá avaliar a extensão dos possíveis impactos ambientais, incluindo eventual contaminação do solo e da água subterrânea. “Quando essas condições são descumpridas e a destinação irregular provoca um impacto ambiental, como a poluição atmosférica, o Ipaam atua para responsabilizar o responsável e aplicar as medidas previstas na legislação”, declarou.
Em nota à imprensa, a empresa Auto Posto Lima diz que ainda não teve acesso completo ao processo administrativo que deu origem à penalidade do Ipaam, mas que vai contestar a multa. “Quanto ao auto de infração noticiado, a empresa informa que ainda não teve acesso integral ao processo administrativo e que, após a devida notificação, apresentará sua defesa pelos meios legais. A empresa poderá apresentar seus esclarecimentos e contestar os apontamentos feitos pela fiscalização dentro do processo administrativo.”
Qualidade do ar grave na RMM

Essa semana, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), o Selva chegou a registrar 500 µg/m³ – mais de 30 vezes o limite de segurança da OMS para a saúde pública.
A fumaça encobriu cidades como Itacoatiara, a 270 quilômetros da capital, onde um incêndio em área de mata, na região do Lago do Canaçari, na zona rural, já dura 19 dias. O fogo foi detectado em 19 de setembro, na área de vegetação de várzea, e ainda avança em alguns pontos de terra firme. Quase três semanas depois e 1.299,82 hectares destruídos pelo fogo, conforme o Painel do Fogo do Censipam, os órgãos ambientais não informaram o responsável pelo crime ambiental e nem como ele começou.
À reportagem, o Ipaam disse que identificou 703,24 hectares atingidos pelo incêndio na região do Lago do Canaçari, em Itacoatiara, e outros 777,12 hectares às margens da rodovia AM-070, em Iranduba.
“Até o momento, não foi possível identificar os responsáveis pelos incêndios”, afirmou o Ipaam.
O Ipaam não respondeu às perguntas da reportagem sobre o monitoramento da qualidade do ar em Manaus e o número de fiscalizações realizadas em áreas de descarte irregular de resíduos e de vegetação durante o período de seca.
Em nota pública, a Prefeitura de Manaus afirmou que a fumaça em Manaus é “proveniente de queimadas no interior do Amazonas, principalmente nos municípios de Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes”.
As escolas públicas da rede municipal e estadual foram suspensas nesta sexta-feira, assim como as universidades, incluindo a federal.
Segundo a Prefeitura, serão mantidas ações de prevenção, fiscalização e monitoramento por meio do Comitê de Prevenção às Queimadas, com realização de campanhas educativas, fiscalização e monitoramento com drones. “A Guarda Municipal atende denúncias 24 horas pelo telefone 153 ou pelo endereço eletrônico. Sempre que possível, devem ser informados o horário, o endereço completo e imagens da ocorrência”, orientou o órgão.
Procurada pela Amazônia Real para esclarecer sobre a prevenção a incêndios urbanos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) não detalhou quantas fiscalizações em áreas de descarte e de vegetação foram feitas neste período de seca nem quantas autuações resultaram delas.
Fumaça da BR-319

Autazes e Careiro da Várzea estão em uma região sob pressão do avanço dos desmatamentos e da expansão da pecuária no sul do estado, além de integrarem também a área de influência da BR 319, que liga o Amazonas a Rondônia.
No Careiro da Várzea, incêndios atingiram comunidades rurais desde a noite desta quinta-feira (8). As chamas destruíram áreas de vegetação na comunidade Bom Futuro, no distrito de Autaz Mirim e na comunidade do Jatuarana. Segundo informou a Prefeitura do município, as chamas já haviam sido controladas nesta sexta-feira (9), mas devido às queimadas o município registrou, nas primeiras horas da manhã, qualidade do ar “péssima”, segundo Selva. Por volta das 5h33, a concentração de partículas poluentes chegou a 302,3 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Em outra parte do estado, no município de Maués, na região do Baixo Rio Amazonas, a cerca de 267 km em linha reta a sudeste de Manaus, um incêndio florestal de grande proporções assustou os moradores ribeirinhos da comunidade Bom Futuro do Pupunhal. Com celulares, eles registraram o fogo tomando as casas. “As chamas se espalharam rapidamente, aumentando o medo e a tensão entre os comunitários, que já não conseguem controlar o fogo”, registrou uma página no Facebook, Radar91.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e já combateu as chamas. “O período de estiagem, com altas temperaturas e tempo mais seco, favorece a propagação do fogo. Somente quarta-feira, diversos pontos de Maués registraram ocorrências de incêndio, mobilizando as equipes dos Bombeiros”, informou, que fez um alerta:
“A corporação reforça o pedido de colaboração da população para que não sejam realizadas queimadas, evitando novos focos e reduzindo os riscos para comunidades, propriedades e meio ambiente.”
Em nota enviada à Amazônia Real, a Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), informou que investiga os incêndios registrados nos quilômetros 3 e 4 na rodovia AM-070, em Iranduba, e na região do Lago do Canaçari, em Itacoatiara. “As diligências incluem a análise pericial da área atingida, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do ocorrido”, disse a PC.
Segundo a Dema, somente em setembro de 2026 foram registrados 69 boletins de ocorrência relacionados a crimes dessa natureza. A Polícia Civil afirmou que as investigações têm o objetivo de “identificar os possíveis responsáveis e adotar as medidas legais cabíveis”.
Chamas no Pará

Na manhã desta sexta-feira (9), pelo menos mais duas casas de ribeirinhos pegaram fogo na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira (PA) (Reprodução Instagram @agroefogo).
De 1° a 8 de outubro, sob o efeito do fenômeno El Niño, os focos de queimadas se intensificaram também no estado do Pará. De acordo com os dados do Programa de Monitoramento de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os focos do período correspondem a 74% (2.120) deste mês no ano de 2025, que totalizaram 3.682 focos.
Mas no mês de setembro, a estatística anual do INPE apontou que o Pará registrou 5.224 focos de queimadas: 76,07% em relação ao mesmo período do ano passado, que marcou 2.967 focos.
Já na comparação anual, o Pará lidera o ranking de queimadas na Amazônia Legal com 13.838 focos, mas ainda não superou o ano passado, com 18.367 focos.
A população da Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio, em Altamira, também vive o drama do fogo que se espalhou por quase todo o território e atingiu as construções nas comunidades de Boa Saúde, Morro Verde e Novo Paraíso. A origem do incêndio ainda está sendo investigada.
Em entrevista à Amazônia Real, o ribeirinho Antonio Silva Matos disse que o fogo começou na comunidade Boa Saúde e já destruiu sete casas, uma escola de ensino médio e cerca de 4 mil pés de cacau dos moradores. As famílias perderam redes, roupas, louça, cadernos escolares e documentos.
“Aqui na reserva está uma situação caótica, uma situação muito triste onde a gente está vendo várias casas sendo queimadas, invadidas pelo fogo que está queimando tudo que tem na casa do ribeirinho. A reserva está toda invadida de fogo, com vários focos”, lamentou Antonio.
Criada em 2004 na Terra do Meio, a Resex Riozinho do Anfrísio vive há anos sob pressão de madeireiros, grileiros e garimpo ilegal, que avançam sobre o território das famílias extrativistas. Sem apoio do poder público, as famílias do Riozinho enfrentam o fogo com as próprias mãos.
Melania Gonçalves, presidente da Associação dos Extrativistas do Rio Iriri (AERIM), publicou nas redes sociais um pedido de ajuda às autoridades para socorrer as famílias da Resex Riozinho do Anfrísio, onde as famílias desabrigadas e a comunidade enfrentam dificuldades até para conseguir água potável, devido ao baixo nível do rio.
‘Nesse momento aqui venho pedir ajuda, principalmente para as autoridades, que possam formar uma força tarefa para prestar socorro para a Resex Riozinho do Anfrísio que está em chamas há cinco dias. É um descaso o que está acontecendo com essas famílias, têm famílias desesperadas e sem casas. Durante todos esses dias, não chegou ninguém para ajudar, não se prontificou nenhum órgão do governo para prestar apoio às famílias”, alertou a liderança.
Nas redes sociais, o coletivo Vozes do Iriri está recebendo doações de roupas, redes e alimentos para as famílias atingidas. As doações podem ser entregues na sede das associações da Terra do Meio, no endereço: Rua Coronel José Porfírio, 3917, Independente 2, Altamira (PA), próximo ao Porto do Pepino.
Ibama rebate governo
No dia 24 de setembro, com o avanço das queimadas no Amazonas, o governador Roberto Cidade (União) pediu ajuda ao presidente Lula para o envio de brigadistas ao estado.
Cidade afirmou que “o Estado ampliou a estrutura do Corpo de Bombeiros de 11 para 25 bases [em municípios] e conta atualmente com mais de mil homens e mulheres preparados para atuar no combate ao fogo”. O Amazonas tem 62 municípios, contando com a capital, então faltam brigadas em 37. E pediu reforço para combater o fogo e o envio de equipes de bombeiros de outros estados para os muncípios amazonense que não têm brigadas.
Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente de Mudança Climática confirmou à reportagem que a demanda do governo do Amazonas foi encaminhada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que avalia o envio de equipes pelo Projeto Respad. “Seguiu também para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), que avalia a disponibilização de aeronaves pelo Projeto Pegasus para áreas de difícil acesso. O Ciman orientou ainda o estado sobre as medidas para o reconhecimento de situação de emergência, que agiliza o acesso aos mecanismos federais de resposta”, diz um trecho da nota enviada.
Nesta sexta-feira (9), o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilso Muniz, disse que “recebeu resposta negativa” do governo federal. “Nós já tivemos um retorno negativo, de que não seria possível apoiar. Reforço e apelo, mais uma vez, que o Estado do Amazonas precisa somar esforços com o governo federal para fazer um enfrentamento qualificado”, declarou.
O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, desmentiu a versão de Muniz, dizendo que as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas mobilizam 290 brigadistas e seis aeronaves, sendo quatro Air Tractor para lançamentos de água e dois helicópteros, para ampliar a capacidade de resposta às ocorrências. São 229 incêndios já controlados e 20 permanecem em combate.
As ações, disse Araújo, também envolvem medidas de prevenção, fiscalização e investimentos de R$ 45 milhões do Fundo Amazônia, gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para fortalecer a estrutura do Corpo de Bombeiros do Amazonas.
Uma fonte da agência disse que há “um ruído já superado” sobre o pedido do Amazonas para o envio dos brigadistas de outros estados. “Isso não vai apagar um fogo de incêndio”, disse.
Em maio, o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo informou que, através do Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon), “o Amazonas recebeu R$ 45 milhões para o corpo de bombeiros militar. Os pagamentos já realizados em janeiro de 2025 e março de 2026, destinados ao fortalecimento da estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Estado e das ações de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas.”, disse o MMA, destacando:
“Outros quase R$ 30 milhões foram destinados a municípios da Amazônia e do Pantanal, entre eles Apuí, Manicoré e Lábrea.”
Em 29 de maio, o governador Roberto Cidade, em uma solenidade, entregou 20 novas viaturas, sendo 17 picapes 4×4 equipadas com kits de combate a incêndio e três veículos destinados ao transporte de tropa, além de 453 equipamentos multimissão para atuação operacional. Cidade confirmou que os investimentos somam mais de R$ 10 milhões, sendo R$ 8,2 milhões provenientes de recursos captados junto ao BNDES, por meio do Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon), e R$ 1,8 milhão oriundos do Corpo de Bombeiros.
O Ministério do Meio Ambiente enviou uma nota à reportagem, nesta noite, esclarecendo sua atuação no combate aos incêndios no Amazonas. “Desde o início da temporada de incêndios florestais [no mês de julho], o Governo Federal manteve operações de combate e monitoramento dos incêndios florestais no Amazonas”, diz.
Sobre o pedido do governo do Amazonas para enviar brigadistas ao estado, o MMA afirma, que, em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para o combate aos incêndios florestais. “Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).”
Em outro trecho da nota, o MMA afirma que, “em 30 de setembro, após chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes de seu deslocamento para o campo.”
O MMA diz, em nota, “que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido.” (Colaborou Kátia Brasil)
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Fonte: Amazônia Real






