Conselheiro Ari Moutinho Jr., do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), durante pronunciamento nesta terça-feira (6).
Reprodução/Youtube
O conselheiro Ari Moutinho Jr., do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), fez críticas à gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil) e de gestores das áreas da educação, saúde e segurança. A manifestação ocorreu em pronunciamento feito durante a 32ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, nesta terça-feira (6).
Moutinho afirmou que o resultado do primeiro turno das Eleições 2026 no Amazonas foi um “recado da população” contra a gestão estadual dos últimos oito anos e cobrou uma atuação mais rápida do TCE-AM sobre possíveis irregularidades.
Ao comentar a eleição, Moutinho afirmou que o eleitor amazonense teria rejeitado o que classificou como “gracejos” e “deboches”, além de fazer acusações contra a gestão estadual. O conselheiro chamou os últimos oito anos de administração no Estado de período marcado pela atuação de “quadrilhas” e disse que a população teria se manifestado “no silêncio da urna”.
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“Eu acho que essa foi a eleição mais calada da história do Estado, manifestou que não ia mais se submeter a gracejos, a danças, a deboches, a homologação do que quadrilhas fizeram no Estado nos últimos oito anos”.
Agora no g1
A fala do conselheiro faz referências ao resultado que levou Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) ao segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas, enquanto o atual governador, Roberto Cidade (UB), apoiado por Wilson Lima, terminou em terceiro lugar.
O resultado do pleito foi comemorado por Ari Moutinho, que afirmou que Omar Aziz e Professora Maria do Carmo não fariam parte do que classificou como “verdadeiras organizações criminosas”.
Críticas à Seduc
Ari Moutinho Jr. direcionou parte de seu pronunciamento à situação da educação estadual. Ele afirmou que a área estaria “falida, assaltada, vilipendiada”, e criticou o fato do Amazonas ter empatado com Roraima no último lugar do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Moutinho também relatou as condições da escola onde votou, no bairro Nova Esperança. Ele afirmou que a instituição não tinha ar-condicionado e descreveu as condições estruturais do local como “um sofrimento”:
“No dia da eleição, eu voto no bairro do Nova Esperança. A escola é um verdadeiro lixo, um sofrimento, sem ar-condicionado, e lá passei uma hora e meia esperando para votar. Fico imaginando, conselheiro Érico, se os assaltantes da Seduc, os crápulas que por lá passaram, os últimos secretários, não têm o mínimo de remorso, não têm assim um minuto de lucidez em pensar na conta que eles vão pagar”, disse o conselheiro.
Ao falar sobre a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM), Moutinho fez acusações contra ex-secretários da pasta, chamando-os de “ladrões do futuro das crianças amazonenses”.
Apesar das acusações, o pronunciamento não foi acompanhado de novos elementos ou processos específicos que comprovassem os fatos relatados.
Durante sua fala, Ari Moutinho também afirmou que o resultado das urnas mostrou que não existe políticos ou autoridades “intocáveis” e que o poder público precisa respeitar a soberania popular e o que chamou de “dor do povo”.
“Eu quero pedir, solicitar, se necessário for, implorar, para que esse Tribunal de Contas avance, avance muito rápido, para que nós não tenhamos tão somente a mudança para melhor. […] Isso aí é virar página por página e ver crianças que morreram com fome, crianças que não conseguem chegar a ter a mínima noção das habilidades básicas de matemática, não conseguem interpretar um texto, e são amazonenses como nós, senhores. São pessoas que sofrem e não têm a quem gritar”, disse.
O conselheiro defendeu que o TCE-AM revise sua atuação em áreas como educação, saúde e segurança. Ele também criticou contratos com Organizações Sociais (OS) na área da saúde, que chamou de “um verdadeiro escárnio”:
“Agora, a saúde, aquelas OSs, aquilo é um verdadeiro escárnio. Denunciadas em Goiás e vieram para o Amazonas assaltar. Fortalecer a fila da morte do SISREG. E debochar da cara da população”, afirmou Ari Moutinho.
Moutinho ainda citou problemas na segurança pública e afirmou que haveria uma relação entre grupos responsáveis por desvios e o crime organizado. Assim como as declarações sobre a gestão da Seduc, as declarações foram feitas sem que o conselheiro apresentasse, no pronunciamento, detalhes de processos ou investigações específicas para sustentar as acusações.
Lideranças do interior nas eleições 2026
Outro ponto abordado por Moutinho nesta terça-feira foi o número de lideranças do interior eleitas para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Para o conselheiro, o resultado representa uma manifestação dos eleitores dos municípios do interior do estado contra a falta de atenção do poder público fora dos períodos eleitorais.
“Eu entendo esse recado como o clamor da população do interior que já não aguenta mais ser lembrada só em processos eleitorais”, declarou.
Ao final, Moutinho voltou a solicitar que o TCE-AM fortaleça a fiscalização e dê respostas às demandas da população. Ele defendeu uma revisão das áreas de saúde, educação e segurança e afirmou que o Estado precisará de tempo, recursos e capacidade de gestão para superar o que classificou como um cenário de “sofrimento e abandono”.
O conselheiro encerrou sua fala dizendo que o resultado eleitoral deveria servir de reflexão não apenas para políticos, mas também para técnicos, integrantes do Ministério Público, conselheiros e demais responsáveis pela fiscalização da administração pública.
Reprodução/Youtube
O conselheiro Ari Moutinho Jr., do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), fez críticas à gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil) e de gestores das áreas da educação, saúde e segurança. A manifestação ocorreu em pronunciamento feito durante a 32ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, nesta terça-feira (6).
Moutinho afirmou que o resultado do primeiro turno das Eleições 2026 no Amazonas foi um “recado da população” contra a gestão estadual dos últimos oito anos e cobrou uma atuação mais rápida do TCE-AM sobre possíveis irregularidades.
Ao comentar a eleição, Moutinho afirmou que o eleitor amazonense teria rejeitado o que classificou como “gracejos” e “deboches”, além de fazer acusações contra a gestão estadual. O conselheiro chamou os últimos oito anos de administração no Estado de período marcado pela atuação de “quadrilhas” e disse que a população teria se manifestado “no silêncio da urna”.
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“Eu acho que essa foi a eleição mais calada da história do Estado, manifestou que não ia mais se submeter a gracejos, a danças, a deboches, a homologação do que quadrilhas fizeram no Estado nos últimos oito anos”.
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A fala do conselheiro faz referências ao resultado que levou Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) ao segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas, enquanto o atual governador, Roberto Cidade (UB), apoiado por Wilson Lima, terminou em terceiro lugar.
O resultado do pleito foi comemorado por Ari Moutinho, que afirmou que Omar Aziz e Professora Maria do Carmo não fariam parte do que classificou como “verdadeiras organizações criminosas”.
Críticas à Seduc
Ari Moutinho Jr. direcionou parte de seu pronunciamento à situação da educação estadual. Ele afirmou que a área estaria “falida, assaltada, vilipendiada”, e criticou o fato do Amazonas ter empatado com Roraima no último lugar do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Moutinho também relatou as condições da escola onde votou, no bairro Nova Esperança. Ele afirmou que a instituição não tinha ar-condicionado e descreveu as condições estruturais do local como “um sofrimento”:
“No dia da eleição, eu voto no bairro do Nova Esperança. A escola é um verdadeiro lixo, um sofrimento, sem ar-condicionado, e lá passei uma hora e meia esperando para votar. Fico imaginando, conselheiro Érico, se os assaltantes da Seduc, os crápulas que por lá passaram, os últimos secretários, não têm o mínimo de remorso, não têm assim um minuto de lucidez em pensar na conta que eles vão pagar”, disse o conselheiro.
Ao falar sobre a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM), Moutinho fez acusações contra ex-secretários da pasta, chamando-os de “ladrões do futuro das crianças amazonenses”.
Apesar das acusações, o pronunciamento não foi acompanhado de novos elementos ou processos específicos que comprovassem os fatos relatados.
Durante sua fala, Ari Moutinho também afirmou que o resultado das urnas mostrou que não existe políticos ou autoridades “intocáveis” e que o poder público precisa respeitar a soberania popular e o que chamou de “dor do povo”.
“Eu quero pedir, solicitar, se necessário for, implorar, para que esse Tribunal de Contas avance, avance muito rápido, para que nós não tenhamos tão somente a mudança para melhor. […] Isso aí é virar página por página e ver crianças que morreram com fome, crianças que não conseguem chegar a ter a mínima noção das habilidades básicas de matemática, não conseguem interpretar um texto, e são amazonenses como nós, senhores. São pessoas que sofrem e não têm a quem gritar”, disse.
O conselheiro defendeu que o TCE-AM revise sua atuação em áreas como educação, saúde e segurança. Ele também criticou contratos com Organizações Sociais (OS) na área da saúde, que chamou de “um verdadeiro escárnio”:
“Agora, a saúde, aquelas OSs, aquilo é um verdadeiro escárnio. Denunciadas em Goiás e vieram para o Amazonas assaltar. Fortalecer a fila da morte do SISREG. E debochar da cara da população”, afirmou Ari Moutinho.
Moutinho ainda citou problemas na segurança pública e afirmou que haveria uma relação entre grupos responsáveis por desvios e o crime organizado. Assim como as declarações sobre a gestão da Seduc, as declarações foram feitas sem que o conselheiro apresentasse, no pronunciamento, detalhes de processos ou investigações específicas para sustentar as acusações.
Lideranças do interior nas eleições 2026
Outro ponto abordado por Moutinho nesta terça-feira foi o número de lideranças do interior eleitas para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Para o conselheiro, o resultado representa uma manifestação dos eleitores dos municípios do interior do estado contra a falta de atenção do poder público fora dos períodos eleitorais.
“Eu entendo esse recado como o clamor da população do interior que já não aguenta mais ser lembrada só em processos eleitorais”, declarou.
Ao final, Moutinho voltou a solicitar que o TCE-AM fortaleça a fiscalização e dê respostas às demandas da população. Ele defendeu uma revisão das áreas de saúde, educação e segurança e afirmou que o Estado precisará de tempo, recursos e capacidade de gestão para superar o que classificou como um cenário de “sofrimento e abandono”.
O conselheiro encerrou sua fala dizendo que o resultado eleitoral deveria servir de reflexão não apenas para políticos, mas também para técnicos, integrantes do Ministério Público, conselheiros e demais responsáveis pela fiscalização da administração pública.
Fonte: G1 Amazonas






